EMERGENTES RESISTEM MAIS A PROBLEMAS MUNDIAIS, DIZ BANCO.

Segundo BofA, turbulências globais teriam que durar mais ou serem mais fortes para causar o mesmo estrago de 2008

Aline Cury Zampieri, iG São Paulo | 23/08/2011 05:50
Os emergentes estão enfrentando melhor choques econômicos globais. Em relatório, o Bank of America Merrill Lynch (BofA) diz que esses mercados estão ficando menos sensíveis a problemas mundiais. “Em comparação à crise de 2008, os mercados emergentes estão melhor preparados para lidar com choques globais. Ou, em outras palavras, turbulências mundiais teriam que durar mais ou serem mais fortes para produzir o mesmo estrago em atividade econômica do que o verificado lodo após a crise.”


Foto: Getty Images
Mercados emergentes sofrem menos com crises globais do que há alguns anos


Segundo cálculos do BofA, a reação dos emergentes à liquidez global financeira (medida pelo Vix, o índice de volatilidade, ou nervosismo) caiu pela metade desde o estopim da crise de 2008. Para ilustrar, os analistas dizem que, durante a última crise, as economias dos emergentes tiveram perda de 2 pontos percentuais em seu crescimento, na comparação com o mundo. Hoje, o impacto seria de 1,2 ponto.

Apesar dessa situação fortalecida, isso não significa um descolamento total. “Uma recessão nos Estados Unidos vai machucar os emergentes”, dizem os analistas. “Cada ponto percentual de contração na atividade econômica dos EUA deve levar a 0,4 ponto a menos no crescimento econômico global.”

O BofA chegou à conclusão sobre a resiliência dos mercados emergentes ao analisar os efeitos do comportamento da economia norte-americana nos resultados dos emergentes. “Enquanto o mundo desenvolvido entra em colapso, os mercados emergentes parecem estar desacelerando graciosamente.”
Entre os exemplos de resistência estão o comportamento da economia chinesa e do continente asiático como um todo. “Além disso, os fluxos de capital continuam favorecendo fundos locais, a despeito do aumento da volatilidade dos mercados globais.”

No levantamento anual, no entanto, as captações dos emergentes ainda não retornaram aos níveis de antes da crise. Números do Instituto Internacional de Finanças (IIF) mostram que os fluxos de capital privado para emergentes tiveram um pico de US$ 1,3 trilhão em 2007, despencando para US$ 600 bilhões em 2008 e 2009, e ainda não se recuperaram totalmente. Projeções do IIF mostram que apenas em 2012 a entrada de recursos deve se aproximar de 2007, com US$ 1 trilhão. As previsões para este ano são de US$ 960 bilhões.


A semana no Brasil

Também em relatório de hoje, o Standard Bank traz idéias de aplicação em ações dos emergentes. Segundo o banco, os “dias de cão” continuam, mas é possível encontrar algumas oportunidades. Dos oito papéis recomendados, quatro são do Brasil, sendo três de frigoríficos: JBS, Minerva e Marfrig.

Sobre JBS, o banco diz que osresultados do segundo trimestre tiveram forte impacto de custos. Mas os analistas continuam a acreditar que a empresa está exatamente no momento em que deve reverter essa situação. No caso do Minerva, o foco na redução dos custos com o gado está melhorando margens de lucratividade. Já o Marfrig é visto como uma empresa com boa rede de distribuição, produção diversficada e suporte do BNDESPar.

A quarta empresa citada pelo Standard Bank é a Companhia elétrica do Pará, a Celpa, uma empresa “com muito a ser feito”.

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FONTE: IG ECONOMIA

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