REDES SOCIAIS ATRAEM JOVENS AOS INVESTIDORES

 

Redes sociais de investidores atraem jovens para o mercado financeiro

 

Usuários podem “seguir” pessoas, empresas e fundos de investimento, mas devem ficar atentos à credibilidade das informações disponíveis


Danielle Brant- iG São Paulo |

Divulgação
Usuários de sites como o Investmania trocam informações sobre o mercado de ações
A bolsa de valores pode intimidar quem está ingressando no mundo dos investimentos, mas redes sociais criadas para esse público têm ajudado a popularizar essas aplicações mais arriscadas. Nesses espaços, usuários trocam informações, compartilham análises do mercado e oferecem noções de educação financeira.
Entre as principais redes sociais para investidores estão a Investmania, a Guia Invest e a Investbook. Nelas, os homens são maioria, com cerca de 90% de participação. A faixa etária com maior número de usuários vai de 25 a 35 anos, e o assunto de maior interesse é o mercado acionário.

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Segundo Aline Rabelo, coordenadora do Investmania, a maior participação masculina se explica, no caso do Investmania, pelo fato de os conteúdos iniciais terem focado o mercado de ações. “É um universo tradicionalmente dominado por investidores do sexo masculino, reconhecidos por um perfil mais afeito aos riscos da renda variável”, diz.
Mas a diversificação de assuntos do site passou a atrair mulheres interessadas em temas de finanças pessoais e investimentos mais conservadores, completa Aline. Para ela, as redes sociais podem funcionar como uma ponte entre o mercado de capitais e os investidores. “As pessoas físicas têm receio, acham que investimento é uma coisa complicada. A rede social é uma facilitadora para que consigam se aproximar do mundo financeiro”, afirma.

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Essa é uma das vantagens apontadas pelo consultor de imóveis Ari Silva, de 68 anos, usuário do Investmania, site criado há um ano e com 37 mil participantes. “A interação é ótima, às vezes você não está pensando em algum ativo e um colega posta no site e chama sua atenção”, afirma.
O portal traz diariamente análises de ações realizadas por profissionais do mercado certificados pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec). O site também promove chats com diretores de relações com investidores de companhias abertas.
Criado em 2008 como um site de informações sobre a Bolsa, o Guia Invest se destaca por compartilhar, entre outras coisas, diversos rankings envolvendo ações. “Temos também um ranking de fundos de investimento, organizado em função de melhor relação risco-retorno”, explica André Fogaça, um dos quatro sócios fundadores da página.

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“O portal é semelhante às redes sociais conhecidas, como o Facebook. O usuário pode seguir pessoas, empresas e fundos de investimento”, complementa. Atualmente, o site tem 72 mil cadastrados.
Outro site popular entre os jovens investidores é o Investbook, lançado em dezembro de 2009 e que tem 2.100 usuários. Segundo Arthur Muller Fiedler, administrador de empresas e responsável pelo portal, os interesses dos integrantes abrangem desde mercado de ações e fundos de investimento até imóveis e obras de arte.



Credibilidade em jogo

Embora as redes sociais sejam uma ferramenta interessante para popularizar o mercado de capitais, os especialistas alertam para a necessidade de tomar cuidado com as informações disponíveis nos portais.
“No cadastro, exigimos o CPF para inibir a criação de perfis falsos, e moderamos a postagem nos sites”, explica Aline Rabelo, do Investmania. “Se houver também algum boato envolvendo papéis de uma empresa, temos o canal que permite ao usuário perguntar direto ao gestor de RI da empresa se a informação é verdadeira”, explica.

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Já o Guia Invest aposta em uma espécie de automoderação, segundo André Fogaça. “Quando você tem mais acesso à troca de informações com outros investidores, o mercado se torna mais transparente”, diz.
Para Arthur Muller Fiedler, do Investbook, falta no mercado informação com credibilidade, e as redes sociais, com o apoio de colaboradores registrados pelos órgãos reguladores, podem ajudar a suprir essa necessidade.

FONTE: IG ECONOMIA

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