FORTUNAS NO BRASIL

Fortuna dos milionários do Brasil cresce 21,4% em 2012

Recursos sob administração de private bankings no país chegam a R$ 527,3 bi em dezembro

Brasil Econômico- Ana Paula Ribeiro |


Brasil Econômico


Os recursos aplicados em private bankings no país –segmento destinado a quem tem alguns milhões para investidor– estão crescem a taxas superiores a 20% nos últimos anos.
A demanda desses clientes por produtos de investimento alternativos, que garantam maior retorno e que ajudem a proteger e a crescer o patrimônio, devem garantir a expansão do segmento também em 2013, segundo avaliação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
Os recursos sob gestão em private bankings totalizaram em dezembro R$ 527,27 bilhões, um avanço de 21,36% em relação a 2011. Para esse crescimento, foi fundamental a demanda por ativos atrelados à índices de inflação e crédito privado, o que devem continuar em 2013. “Isso continua como uma tendência, assim como alongar os prazos”, explicou o presidente do comitê de private banking da Anbima, João Albino.
A maior parte dos recursos está aplicada em ativos de renda fixa, que representam 31,5% do total da carteira, ante fatia de 36,7% em 2011 — sendo a maior parte alocada em ativos privados. Parcela significativa também está aplicada em fundos abertos e estruturados, cada um respondendo por 20,8%.
Houve ainda um crescimento expressivo nos investimentos em fundos estruturados (FIDCs, imobiliários e de participações), embora eles possuam ainda uma baixa participação na carteira total.
Segundo Albino, um dos fatores que explica o crescimento do total de recursos, além dos rendimentos que são incorporados à ela, são os processos de fusões e aquisições e as aberturas de capital. Nessas operações, os antigos proprietários acabam embolsando alguns milhões.
A Anbima não trabalha com número de milionários, e sim com grupos econômicos, que abrigam toda a fortuna de uma família, mesmo que em contas de diferentes pessoas. Nesse critério, o número caiu 3,56%, para 48.802.



Readequação de valores

Uma das razões para a queda é a readequação dos valores pelos bancos, que elevaram o valor mínimo, em geral para a faixa entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões — pela regra da Anbima, se enquadra nessa categoria valores a partir de R$ 1 milhão, mas poucos gestores trabalham nesse piso.
“Isso pode dar uma falsa sensação que caiu o número de milionários, mas não”, afirmou o vice-presidente da Anbima, Celso Scaramuzza, lembrando ainda que há clientes que não possuem demanda por produtos tão sofisticados e são atendidos pelas áreas de alta renda dos bancos.
Os clientes de private banking possuem ainda R$ 14,45 bilhões em crédito, crescimento de 50,92% em 12 meses.
Segundo a Anbima, essa evolução decorre da elevação do prazo da aplicação, em geral em ativos menos líquidos. O crédito serve para atender as necessidades de curto prazo desses clientes. Quase metade desse valor de crédito foi dado pelo Banco do Brasil.
A instituição informou que ao final de dezembro os clientes do private possuíam R$ 6,4 bilhões em operações de crédito, avanço de 69,73% em 12 meses. Tanto no sistema como no BB, a maior parte dos recursos é destinada a clientes que são produtores rurais.

FONTE: IG ECONOMIA

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