MOTO ELÉTRICA

 
Moto elétrica é veículo do dia-a-dia com restrições

Acompanhe como foi o teste da Kasinski Win Elétrica
 
Moto elétrica: dá pra encarar?
 

Kasinski Win Elétrika prova que já dá para usar um veículo elétrico no dia-a-dia, mas há restrições

01/02/2013 - Thiago Moreno / Fonte: iCarros
 
 
Por R$ 4.990, Kasinski Win Elétrika é mobilidade para ligar na tomada
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  • Por R$ 4.990, Kasinski Win Elétrika é mobilidade para ligar na tomada
  • Por R$ 4.990, Kasinski Win Elétrika é mobilidade para ligar na tomadaModelo é baseado na Win 110Ao primeiro olhar, parece uma motocicleta convencionalKasinski Win ElétricaMotor é montado na roda traseiraKasinski Win ElétricaAlusões à eletricidade se espalham pela motoRodas são raiadas de 17 polegadasPara baratear o custo, Kasinski tirou as rodas de liga-leve e o freio a disco dianteiro na Win ElétrikaNo painel, mostrador digital da bateria substitui o marcador de combustívelHaste metálica é ideal para prender bolsas e sacolasAbaixo do assento...... ficam a entrada do carregador e um pequeno porta-trecosBaú é de série e vem com encosto para o garupaVolume, porém, é pequenoPedaleiras afastadas para acomodar as baterias raspam com facilidadeBaterias de chumbo limitam a autonomia e a performance da Win Elétrika
Com o recente aumento nos preços da gasolina e do diesel e a introdução de veículos menos poluentes, como o Toyota Prius, no mercado brasileiro, surge a dúvida: com a tecnologia atual, dá pra encarar uma moto elétrica como forma de mobilidade? Para saber mais, o iCarros avaliou a Kasinski Win Elétrika, modelo que não cobra nem mais nem menos que uma motocicleta de entrada para ser adquirida: R$ 4.990. Baseada na Win 110, com motor convencional a combustão, a Elétrika conta com um jogo de bateria no lugar do propulsor e um motor elétrico montado na roda traseira.
Em vez de tanque de combustível, um porta-trecos preenche o espaço abaixo do assento ao lado do disjuntor de segurança e de uma tomada para o “reabastecimento” da Elétrika. A moto vem de série com um pequeno baú e uma haste para aumentar a capacidade de levar objetos do dia-a-dia. No painel, um mostrador de LED mostra o nível de carga e substitui o marcador de combustível. Emplacada e devidamente documentada, por onde se olhar, essa Win de ligar na tomada não mostra diferenças em relação à moto em que foi baseada. Mas ela funciona?




Polo positivo

Como a Win Elétrika foi feita a partir de uma motocicleta convencional, sua ciclística está bem acertada para o uso urbano: garfos telescópicos seguram bem a frente da moto enquanto amortecedores duplos trabalham na traseira. Com rodas de 17”, o modelo absorve as imperfeições do asfalto e permite trocas de direção com rapidez. Como a Kasinski limita a velocidade máxima a 60 km/h para que a autonomia de até 80 km com uma carga não seja alterada, freios a tambor na frente e na traseira param a Win elétrica sem problemas.
O ponto alto, porém, é a operação do pequeno propulsor elétrico de humilde 1 kW (1,4 cv). Apesar de o número de potência não animar, o motor entrega tudo o que tem a partir de 0 rpm, como é característico em propulsores desse tipo. A ausência de marchas torna a tarefa de dirigi-la mais fácil. A Win Elétrika acompanha o tráfego da cidade com um pouco de esforço, mas nada que comprometa a condução. Além disso, a sensação de se mover sem barulho ou vibrações é única. O principal ruído na moto é do vento contra o capacete.
Sem motor, transmissão ou correntes, quem comprar a Win Elétrika não precisará se preocupar com muitos componentes. Não é preciso trocar óleo, lubrificar correntes, regular cabos. Em comum com uma moto normal, apenas as trocas de pneus e das sapatas dos freios.




Polo negativo

Apesar de não ter um motor a gasolina e o propulsor elétrico ter pouca potência, a moto elétrica da Kasinski é 25 kg mais pesada que a Win 110, em que é baseada. São respectivamente 115 kg e 90 kg para cada. Com menos força e mais carga para levar, a Win Elétrika sente qualquer alteração no relevo ou adição de peso. A moto se torna lenta na arrancada nessas situações e tem dificuldades para manter a velocidade.
Num trajeto de 15 km com garupa e alguns aclives, o nível da bateria saiu de meia carga para nenhuma carga e, ironicamente, a moto parou num posto de combustível. A autonomia foi bem menor que os 80 km prometidos. Pouco, mesmo se considerando as adversidades. Além disso, a carga completa levou mais de dez horas para ser feita numa tomada residencial de 110V, enquanto a montadora promete que esse trabalho leva cerca de oito horas. Culpa das baterias de chumbo ácido, pesadas e menos eficientes que as de íon-lítio, usadas em celulares e sistemas mais modernos.
Para acomodar as fontes de energia, as pedaleiras foram postas mais para os lados, assim como o pedal de comando do freio traseiro. Isso e a chapa de metal que suporta as baterias por baixo do chassi raspam com facilidade no asfalto, situação que se agrava com peso extra. Além disso, para deixar a moto mais acessível, a Elétrika perdeu alguns itens de série da Win 110, como as rodas de liga-leve e o freio a disco dianteiro.



Diferença de potencial elétrico

Num circuito elétrico, a diferença de potencial entre os polos negativo e positivo determinam a passagem de corrente. No caso da Kasinski Win Elétrika, o comprador precisa pesar os pontos positivos e os negativos antes de fechar o negócio. Caso a sua rotina inclua trajetos curtos e em terrenos planos, a moto elétrica é uma opção barata e bem menos complexa que uma motocicleta normal. Porém, se o seu trajeto é longo, com aclives e você costuma levar alguém na garupa, a eletricidade continua sendo uma tecnologia limpa de mobilidade para um futuro que ainda não chegou.

FONTE: iCARROS - MSN

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