BOLSA DE VALORES: QUAL É O MINIMO PARA INVESTIR ??


R$ 200 é muito pouco para investir

 em ações da Bolsa?    

                                                                                     
                    
Pergunta:
 
Sou estudante de engenharia de produção, tenho 21 anos, e R$ 1.200 disponíveis.
Pensei investir R$ 1 mil em fundo de renda fixa, mas não se é melhor que um CDB pós-fixado ou que investir em papéis do Tesouro Direto.
Li que fundos atrelados à taxa Selic estão bem rentáveis.
 
Os outros R$ 200 eu penso em investir em ações e remanejar o lucro que tiver para os fundos de renda fixa, mas não sei se R$ 200 é muito pouco para entrar no mercado de ações.
 
Podem me ajudar?
Planejador parabeniza o leitor por pensar em investir enquanto ainda é jovem
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Leitor: Yan
Resposta de Bernardo Barboza, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF:

Caro Yan, muito bom saber que você, aos 21 anos, já está conseguindo economizar e já está investindo o seu dinheiro. Lembre-se que é sempre importante estudar sobre o assunto, para fazer boas aplicações, pois os investimentos são dinâmicos e o que é bom hoje, pode não ser tão bom no futuro e vice-versa. Uma vez que trabalhamos duro para conseguir sobrar dinheiro no final do mês, devemos nos manter informados sobre os investimentos para o dinheiro trabalhar por nós.
 
Em relação aos 1000 reais, você tem várias opções, como você mesmo citou. Pode aplicar em fundos de Renda Fixa, títulos públicos, CDB e outros.
 
De acordo com a classificação ANBIMA de Fundos, existem três tipos de fundos de Renda Fixa:
1- Renda Fixa: Fundos constituídos quase que em sua totalidade por títulos públicos federais e ativos de baixo risco. Rentabilidade próxima de 100% do CDI.
 
2- Renda Fixa Crédito Livre: Fundos que podem ter mais de 20% de títulos de crédito privado com risco mais alto. Rentabilidade, em geral, acima dos 100% do CDI, porém com risco maior e com resgate médio em 15 dias úteis.
 
3- Renda Fixa Índices: Fundos que em geral investem em títulos ligados à inflação, como as NTN-Bs. Essa opção sofre, geralmente, quando o governo aumenta a taxa de juros e tem valorização quando há redução da taxa.
 
Fique de olho nas taxas de administração que os fundos cobram e escolha as mais baratas. Se você procurar consegue achar fundos de renda fixa, para o valor que você quer aplicar, que cobram menos de 2% ao ano. Lembre-se que não são só os grandes bancos de varejo que oferecem fundos, as corretoras também distribuem. Pesquise.
 
CDBs são uma ótima opção também, mas ultimamente tenho visto que os bancos estão pagando pouco nesta aplicação, portanto, veja em bancos de pequeno porte se oferecem taxas maiores e compare. Lembre-se que até 250 mil reais, o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) honrará com o valor do CDB, caso o banco que o emitiu entre em insolvência.
 
Títulos públicos são uma alternativa muito boa, mas é necessário ter conta em uma corretora. Sugiro que você entre no site do Tesouro e pesquise o valor que as corretoras cobram de custódia do Tesouro Direto. Neste tipo de aplicação você conseguirá fazer investimento a partir de 30 reais, com você sendo credor do governo. O ponto negativo é que você só conseguirá pedir seu resgate às quartas-feiras e sacar no dia seguinte.
 
Quanto às ações, acredito que aplicar 200 reais não valha a pena, dado que os custos para comprar (corretagem) e para manter as ações em carteira (custódia) inviabilizam a aplicação. Com este valor é melhor procurar um fundo de ações que possua um valor inicial deste montante e ainda terá uma equipe profissional que fará a gestão do investimento(fundo).
 
Portanto, o mais indicado neste momento seria analisar as opções acima e ver qual você se sente mais confortável em aplicar.
 
E continuar juntando dinheiro para que suas aplicações aumentem a cada dia.
 
Bernardo Barboza é planejador financeiro pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). 
 
As respostas refletem as opiniões do autor. O IBCPF e o Infomoney não se responsabilizam pelas informações acima ou por prejuízos de qualquer natureza em decorrência do uso destas informações. Perguntas devem ser encaminhadas para onde_investir@infomoney.com.br
Prezado Hildebrand, 
Pouco a pouco é possível ver mudanças significativas no perfil de investimento dos brasileiros. Percebemos, por exemplo, o crescimento do numero de jovens que estão disponibilizando parte de sua renda para se planejar financeiramente para a sua aposentadoria. É um movimento que tende a crescer cada vez mais ao longo dos próximos anos, especialmente com a educação financeira em curso em nossa sociedade. 
 Sua iniciativa é digna de receber elogios e servir de exemplo a outros tantos... 
 Como seu planejamento para esse investimento tem um horizonte de 15 anos algumas observações importantes devem ser feitas. Em uma simulação com um investimento inicial de R$ 10.000 e aplicações regulares de R$ 500, com uma rentabilidade anual de 10%, atingiremos após 15 anos um capital de R$ 242.583, sem considerar a inflação no período. Com esse capital investido é possível viver com uma renda de aproximadamente R$ 2 mil/mês, complementando a sua aposentadoria. No entanto, a pergunta magica é como atingir essa rentabilidade para um baixo risco no investimento. 
 Com as informações presentes não é possível identificar qual o seu perfil de investidor, onde seria possível identificar o quanto de risco você esta propenso a aceitar em sua carteira de investimentos (para saber o seu perfil de investidor é aconselhável buscar sua instituição financeira e responder ao questionário “Suitability”). No entanto, podemos considerar que você segue o padrão brasileiro de conservadorismo em seus investimentos, bastante carregado de “renda fixa” , mas propenso a conhecer novos produtos para pequenos investimentos. 
 Sugiro, para você superar a rentabilidade apresentada na simulação, que divida seu patrimônio em 2 partes. 
 A primeira parte é separar R$ 5 mil inicial e 80% de suas aplicações regulares para um fundo de renda fixa com credito privado que supere consistentemente 100% do CDI. Muitos fundos conseguem superar esse benchmark, e possuem aplicações inicias bastante acessíveis. Prefira esse investimento as NTN-Bs e a sua aplicação em imóveis. 
 Para os outros R$ 5 mil iniciais, e 20 % de suas aplicações mensais (R$100,00), podemos ser um pouco mais arrojados, buscando atingir uma rentabilidade superior do que a renda fixa. Como sua disponibilidade atual é pequena para ser investida diretamente em ações (coma na sua atual carteira de ações de Vale e Itau), uma excelente alternativa são os fundos de ações. 
 Os fundos de ações são, para a grande maioria dos investidores, a melhor alternativa para seus investimentos em renda variável. Apresentam vantagens como liquidez, diversificação e uma gestão profissionalizadas dos seus investimentos. Com ele você estará bem atendido para atingir sua meta de longo prazo na aposentadoria. Procure gestoras com comprovada competência em sua equipe de analise, e fundos de ações que sejam considerados “Ibovespa ativo”, com a intenção de superar o bechmark. Prefira esses as ações propriamente ditas. 
 E lembre-se: o resultado do seu sucesso financeiro também depende de você! 
 *Fabiano Pessanha, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF 
 

Conheça mais sobre a IBCPF, Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros
http://www.ibcpf.org.br/
 
 
 
Bernardo Barboza, CFP, planejador financeiro certificado pelo IBCPF, responde a pergunta de leitor do InfoMoney 
 
Por IBCPF  
            
 
FONTE: IG - INFOMONEY

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