FÉRIAS OU ESTUDO ??



Quando vale abrir mão das férias para estudar



Por Murilo Aguiar - iG São Paulo |
 
 
               

Especialistas apontam que é importante investir no aprimoramento da carreira no período de férias, mas pensar só em trabalho pode não ser saudável

 
 
SXC
É importante saber se organizar para aproveitar melhor as férias
 
 
Quanto tempo falta para as suas próximas férias? Se você for como a maioria das pessoas, provavelmente tinha a resposta na ponta da língua. Enquanto alguns querem se desligar totalmente fazendo uma viagem dos sonhos ou esperam aproveitar o tempo em casa com a família, outros já estão se matriculando para um curso de especialização ou fazendo as malas para estudar um novo idioma fora do País. Mas afinal, existe uma maneira ideal de se aproveitar as férias? Segundo especialistas ouvidos pelo iG, não.
 
 
 
 
Para a coach especialista em carreiras, Dayse Gomes, o que impede que as pessoas aproveitem bem o seu período fora do ambiente profissional é a falta de planejamento e compreensão do que significa ter férias. Férias não são para ficar sem fazer nada, mas sim para dar uma pausa na rotina e nos compromissos diários e abrir espaço na agenda para uma nova atividade, seja qual for. “Tem gente que tira férias para fazer obra em casa, por exemplo. O profissional tem de saber qual é o propósito naquele momento da vida dele. Se a pessoa está querendo uma oportunidade de promoção e ela, no dia a dia, não encontra um tempo para fazer um curso, se dedicar ao estudo nesse período não tem como ser ruim, pois provavelmente ela conseguirá um retorno disso futuramente”, analisa a coach.
 
 
Divulgação
Dayse Gomes, coach de carreiras
 
 
Muitas universidades aproveitam os períodos de folga letiva para oferecer cursos de curta duração, ideais para quem só dispõe de um mês para estudar. Além de a pessoa aumentar a sua empregabilidade e as chances de subir de cargo, ela também conseguirá fazer novos contatos profissionais com os seus colegas de sala e, até mesmo, ter novas ideias para colocar em prática quando voltar ao trabalho.
 
De acordo com a consultora Mônica Ramos, diretora de Consultoria da LHH|DBM, mesmo quem opta por fazer cursos que não tenham nenhuma relação com sua área de atuação pode sair ganhando. “Isso acaba estimulando o profissional a pensar em outras coisas, conhecer pessoas totalmente diferentes das que ele tem contato no dia a dia. É uma forma de descontrair e vai lhe dar prazer e satisfação", observa.
 
Além disso, aprofundar-se em um determinado assunto de interesse ou hobby no período de férias pode abrir os olhos do profissional para uma possível nova carreira. “De repente, um engenheiro está fascinado com culinária e deseja mudar de carreira. É uma forma de ele ter um contato com aquela área e decidir se ele deve investir naquilo mesmo ou se é só uma empolgação”, conclui a consultora.
 
 
 
Voltar com tudo
 
Seja estudando ou viajando, os benefícios das férias não são notados apenas quando estamos fora do trabalho. O descanso que damos para a nossa mente e corpo é tão necessário e saudável que os efeitos positivos continuam a aparecer mesmo quando voltamos ao escritório.
 
“O profissional volta com mais paciência e criatividade para tomar decisões. Quando sai daquele ambiente, você consegue parar e olhar com distanciamento para o seu dia a dia ou para um determinado projeto, sem o estresse e pressão do dia a dia”, conta Mônica. Além disso, o descanso também promove uma integração maior com os colegas, quando voltamos e contamos como foi o período e as atividades que realizamos.
 
 
 
Pense duas vezes antes de acumular férias
 
Apesar de toda a ansiedade para o descanso, é normal que em alguns momentos da vida profissional seja mais difícil sair por um longo período do escritório. Com equipes cada vez mais enxutas, algumas pessoas acabam acumulando férias para não sobrecarregar ninguém da equipe.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em outros casos, as pessoas não tiram férias por acharem que são mais úteis quando estão trabalhando, os chamados ‘workaholics’. “Existem pessoas que não conseguem respeitar a sua individualidade. Abrem mão de ser uma pessoa para ser só um profissional. Tem indivíduo que só se sente inteiro se ele estiver trabalhando. Isso é muito ruim, não é pouco não. A gente também é pai/mãe, namorado/namorada, a gente tem outros papéis e todos eles são importantes.”, comenta a psicóloga do trabalho Luci Balthazar, diretora da ProMover.
 
Segundo Luci, o próprio corpo humano começa a dar sinais quando passamos tempo demais sem essa pausa na rotina. A qualidade do sono é precária, a memória começa a falhar, pode ocorrer perda de apetite ou apetite exacerbado, e, o sinal mais comum, começamos a ficar impacientes e estressados.
“O repouso e o lazer não são luxo, eles são uma necessidade. É bom observar isso e, na medida do possível, obedecer os sinais que o seu corpo demonstra”, conclui ela.
 
 
 
 
FONTE: IG
 
 
 

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