PETROBRAS: INVESTIGA POLITICOS AGORA





Com políticos investigados, jogo muda na Petrobras

 
 
Foto: Estadão Conteúdo
 
 
 
Se até aqui
 
delatores,
operadores e
 diretores da estatal
e de empreiteiras
 
apareceram em cena,
 
está chegando a vez
 
dos políticos
 
 
 


Rogério Jordão

Caso Petrobras:

com políticos investigados,

jogo muda

Por | Rogério Jordão – 14 horas atrás
                   
 

Refinaria Abreu e Lima, Petrobras, no Recife, em 15 de abril de 2013
 
Refinaria Abreu e Lima, Petrobras, no Recife, em 15 de abril de 2013
 
 
O principal desdobramento político do caso Petrobras neste início de ano virá em breve.
 
Se dará quando a Procuradoria-Geral da República pedir ao STF abertura de inquérito contra parlamentares suspeitos de desvio de dinheiro na estatal. Especula-se que são algumas dezenas de nomes. Com certeza, virão a público.
 
 
Se até aqui “delatores”, “operadores” e “diretores” da estatal e de empreiteiras apareceram em cena, está chegando a vez dos políticos.
 
O escândalo se aproximará mais assertivamente do que sempre interessou desde o inicio: a vinculação de tudo isso com a política.
 
Para a oposição será a oportunidade de colar a crise em seus alvos prioritários: Dilma e Lula, não necessariamente nessa ordem. Será que rola?
 
 
O escândalo completará em breve um ano – começou em março de 2014 com a deflagração da Operação Lava Jato.
 
Seu primeiro desdobramento midiático de peso aconteceu durante a campanha eleitoral, quando a revista Veja estampou matérias com trechos das delações premiadas do diretor da Petrobras e do doleiro, este às vésperas do segundo turno.
 
No pós-eleições, vieram as prisões (nem tão) temporárias assim dos executivos das empreiteiras acusadas de formar um cartel e pagar propinas. Para o grande público ficaram faltando os políticos.
 
 
O escândalo da Petrobras será longo, muito longo.
 
Os processos na Justiça estão no  início e contra as autoridades sequer foram abertos.
 
Como tudo é publicizado, isso significa que teremos meses ou anos pela frente de vazamentos selecionados, “bombas” plantadas por partes interessadas, especulações de todo tipo para melindrar adversários políticos ou perseguir ganhos financeiros (toda vez que papeis da Petrobras na bolsa caem ou sobem há gente ganhando, para não falar de interesses negociais não tão transparentes e que torcem pelo quanto pior, melhor, na estatal).
 
 
Neste sentido, para o público a entrada dos políticos em cena – no papel de acusados – poderá deixar o enredo mais compreensível e com cara de desfecho.
 
No cenário positivo, se pune quem roubou e muda o sistema político. No negativo, escolhem-se alguns bodes expiatórios (PT incluso) segundo o eterno espírito brasileiro de tudo mudar para nada mudar.
 
 

Rogério Jordão


Rogério Pacheco Jordão, 46, é jornalista e sócio-diretor da Fato Pesquisa e Jornalismo (FPJ), empresa de consultoria nas áreas de pesquisa e editorial.Mestre em política comparada pela London School of Economics (LSE), escreveu o livro ‘Crime (quase) Perfeito - corrupção e lavagem de dinheiro no Brasil’. Paulistano, mora no Rio de Janeiro há mais de década, onde é pai de duas crianças.         
 
 
 
 
Se no fim tivermos a Petrobras fortalecida e a política melhorada, terá valido a pena acompanhar o show. Palpites?

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