TRABALHAR MENOS E BOM INVESTIMENTO




Menos horas de trabalho,

mais produtividade

 
 
Foto: Thinkstock
 
Diminuir a carga horária traz
maior satisfação profissional,
o que se reflete no sucesso da empresa
 
'  Veja como isso acontece pelo mundo no blog Mulheres Incríveis » 
 
 
Mulheres Incríveis

Mais feliz no trabalho = menos trabalho


 

 
 
Há dois anos, a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico)  fez um amplo estudo mostrando o quanto as pessoas trabalhavam em cada país.
 
Holandeses e dinamarqueses trabalham em média 1300 a 1400 horas por ano.
 
Na Coréia e no México, mais de 2100 horas anuais.
 
E no Brasil?
 
Sem dados da OCDE, calculei nossa média sobre a carga horária  semanal registrada pelo IBGE.
 
 
Resultado?
 
Quase 2000 mil horas por ano.


E adivinha quem é mais feliz no trabalho?
 
Os nórdicos, especialmente os dinamarqueses.
 
Enquanto apenas 13% dos trabalhadores no planeta se engajam realmente no que fazem, conforme pesquisa do Instituto Gallup, a maioria dos dinamarqueses se diz feliz no ambiente de trabalho.
 
O guru deste tema, o dinamarquês Alexander Kjerulf, autor do livro Happy hour is 9 to 5 – How to love your job, love your life and kick butt at work (clique aqui para acessar uma versão traduzida em PDF), explica os motivos.
 
 
O primeiro é a carga horária razoável que deixa todo mundo feliz e faz das empresas nórdicas Nokia, Ikea e Lego referências de engajamento.
 
“Um americano foi expatriado para uma companhia na Dinamarca e achou bacana dizer que trabalhava de 60 a 70 horas por semana”, conta Kjerulf.
 
“Um mês depois, ele foi chamado para se explicar. Por que trabalhava tanto? Ele tinha algum problema?, perguntou o chefe.”
 
 
O segundo motivo: na Dinamarca, o seguro desemprego cobre 90% do salário. Por dois anos inteiros!
 
Ou seja: se um dinamarquês está infeliz no emprego, por que continuar nele?
 
Outra razão que explica por que apenas os países nórdicos possuem uma palavra específica para felicidade no trabalho: há menos hierarquia nas empresas. Traduzindo: mais autonomia.
 
 
Kjerulf acredita ser inevitável que a experiência no trabalho do futuro, em grande parte do mundo, caminhe na direção do modelo dinamarquês.
 
“A razão disso é simples, mas poderosa: hoje em dia, o serviço ao cliente, a eficiência e a inovação são os principais fatores que levam uma empresa ao sucesso. Não importa quão eficiente seja uma empresa na fabricação dos produtos de ontem se essa empresa não for criativa o suficiente para inventar os produtos de amanhã. Da mesma maneira, ninguém se importa com o quanto um processo de negócios é eficiente se este não oferecer a seus clientes uma boa experiência”, diz o autor no seu livro.
 
 
Só para arrematar:
 
já se discute a semana de trabalho de quatro dias em várias partes do mundo.
 
 
Enquanto isso, no Brasil, embora as mulheres trabalhem, em média, menos que os homens, por causa da dupla jornada elas se transformam em campeãs de produtividade: 2707 horas no ano. 56 horas por semana. Sete dias por semana.


 
 
 

Brenda Fucuta e Cynthia de Almeida


Brenda Fucuta e Cynthia de Almeida são jornalistas especializadas no universo feminino. Brenda foi publisher das revistas Capricho, Claudia, Elle, Saúde e criadora do Prêmio Claudia. Atualmente, é sócia da agência Design de Causas. Cynthia foi editora de Veja e Caras, dirigiu Playboy e Contigo!, além de publisher nas editoras Abril e Globo. Hoje, é colunista de carreira de Claudia. As duas acreditam que um mundo melhor para as mulheres é um mundo melhor para todo mundo. Mulheres Incríveis oferece conteúdo sobre liderança feminina na forma de palestras e dossiês/reportagens. Envie um email para mincriveis@yahoo.com
 
 
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