segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

APRENDA ONDE INVESTIR EM 2016



Onde Investir em 2016 

– Tudo Que Você Precisa Saber

Onde Investir em 2016 – Tudo Que Você Precisa SaberAo ler ou ouvir as projeções econômicas para o ano de 2016, nada parece soar positivo. A inflação deve continuar alta, assim como o desemprego e a taxa básica de juros (taxa Selic).
Para completar, uma das aplicações financeiras mais populares – por muito tempo considerada o “porto seguro” dos investimentos – perdeu novamente para inflação.
Enquanto o IPCA (índice inflacionário oficial do governo) deve encerrar o ano acima de 10,5%, a rentabilidade da caderneta de poupança ficará abaixo de 8% no acumulado de 2015.
Em outras palavras, as pessoas que deixaram seu dinheiro investido na caderneta de poupança perderam dinheiro, em termos de rentabilidade real.
Diante desse cenário, a pergunta que fica é “onde investir em 2016?”.
É sobre este assunto que discutiremos a partir de agora.

O que você precisa saber ANTES de investir

O que você precisa saber ANTES de investirA pergunta mais frequente que recebo é “qual o melhor investimento hoje?”.
E a resposta é – e sempre será – “depende”, para frustração da maioria.
O grande problema é que as pessoas querem escolher seus investimentos sem adequá-los a seus objetivos financeiros.
Não faz sentido, por exemplo, investir em ações quando você pretende utilizar o dinheiro daqui a seis meses.
Da mesma forma, você não deve investir num título público com vencimento em 2035 quando já sabe que usará esse dinheiro em 2019.
Por essa razão, antes mesmo de começar a investir, você precisa responder a estas perguntas:
  • Quando eu precisarei deste dinheiro?
  • Existe alguma possibilidade de eu precisar resgatá-lo antes do prazo?
  • Qual o principal objetivo em relação ao meu dinheiro?
  • Qual o risco que estaria disposto a correr para ampliar o retorno de meus investimentos?
  • Eu tenho conhecimento suficiente para investir nesta aplicação financeira?
Estas são apenas algumas perguntas que podem guiar você em relação a quais aplicações financeiras você não deve investir.
Se você não sabe quando precisará do dinheiro ou existe alguma possibilidade de resgatá-lo antes do prazo, você não deve investir, por exemplo, em LCILCA ouCDB que possui um prazo pré-estabelecido para resgate.
Se você não tiver conhecimento suficiente ou grande tolerância a riscos, você não deveria investir no mercado de ações.
Em resumo, seus investimentos precisam estar alinhados aos seus objetivos.

Onde investir em 2016

Onde investir em 2016Na minha opinião, a principal preocupação que qualquer investidor precisa ter para 2016 é proteger seu patrimônio da inflação.
Ainda não é possível afirmar que a inflação de 2016 será maior ou menor que a de 2015, mas certamente será alta e muito provavelmente acima do teto da meta do governo, que é 6,5%.
Agora vamos analisar sucintamente as principais aplicações financeiras.

Caderneta de poupança

É a aplicação financeira mais popular, justamente por sua simplicidade, segurança e – aparente – rentabilidade garantida.
No entanto, tem perdido sistematicamente da inflação e dificilmente você obterá uma rentabilidade real investindo nesta aplicação financeira, mesmo com a isenção do imposto de renda.
De nada adianta investir em algo seguro se não houver retorno.
Se você pretende proteger seu patrimônio, a poupança não é uma boa opção.

CDB, LCI e LCA

Estes investimentos podem ser contratados na maioria dos bancos e, no caso da LCI e LCA, ainda possuem a grande vantagem da isenção do imposto de renda.
Porém, são aplicações financeiras que necessitam de um alto investimento inicial para conseguir uma rentabilidade acima da média.
Além disso, em muitos casos exigem que o dinheiro fique “preso” por 360, 720 ou até 1080 dias, o que pode ser péssimo se você precisar resgatar antes do vencimento.
Para completar, eles não permitem novos aportes mensais com as mesmas condições previamente contratadas.
Complicado? Eu explico.
Se você tiver, digamos, R$ 30 mil para investir agora, provavelmente conseguirá uma boa taxa num CDB, LCI ou LCA.
O problema é que se, após efetuar esta aplicação, você quiser incrementá-la com R$ 500 por mês, não será possível.
Cada contratação é independente, de modo que um novo aporte seria uma nova contratação e em condições muito ruins, pois R$ 500 é muito pouco para estas aplicações financeiras.

Fundos de investimento de grandes bancos

Possibilitam resgates e novos aportes a qualquer momento, via de regra.
O grande problema é a taxa de administração.
Esta taxa – inexistente na poupança, CDB, LCI e LCA, por exemplo – corrói seu patrimônio, pois incide sobre o montante total aplicado, e não apenas sobre a rentabilidade.
Além disso, quanto menor for sua aplicação inicial, maior será essa taxa de administração.
Estes fundos geralmente só apresentam alguma vantagem para grandes investidores.

Ações, fundos imobiliários e fundos de índice

São ativos de renda variável e, portanto, mais arriscados que ativos de renda fixa.
Em momentos de crise, costumam trazer verdadeiras barganhas que, quando bem escolhidas, podem resultar em ótimo retorno no longo prazo.
No entanto, exige um conhecimento mais especializado ou o apoio de um profissional bem escolhido.
Além disso, as taxas de corretagem são proporcionalmente altas para pequenos aportes (abaixo de R$ 1 mil), o que comprometeria seus investimentos.

Títulos Públicos

O investimento em títulos públicos através do Tesouro Direto é, na minha opinião, o mais democrático que temos acesso em nosso país.
Fora que existem títulos indexados ao IPCA, para proteger seu dinheiro contra a inflação.
Suas principais vantagens são:
  • Alta rentabilidade: quando escolhido da forma correta, sua rentabilidade é muito superior à caderneta de poupança e à maioria das aplicações financeiras de renda fixa;
  • Baixo risco: é a única aplicação financeira garantida pelo Tesouro Nacional, sendo assim o investimento mais seguro do mercado;
  • Alta liquidez: você pode resgatar seu dinheiro a qualquer momento, sem a necessidade de aguardar até o vencimento;
  • Baixo investimento inicial: você pode investir a partir de apenas R$ 30, tendo acesso aos mesmos títulos que os demais investidores, sem mudança nas taxas cobradas.
O grande problema do Tesouro Direto é a falta de conhecimento.
Trata-se de um investimento bastante simples, mas que você precisa saber escolher os títulos corretos, de acordo com seus objetivos.
Para entender melhor os tipos de títulos públicos existentes, recomendo esta aula (clique aqui).
Como comentei antes, se você pretende resgatar o dinheiro daqui a 2 anos e escolher um título com vencimento em 2035, este resgate antecipado poderá trazer perdas financeiras para você.
Existem títulos específicos para quem não sabe quando precisará do dinheiro, assim como também existem títulos voltados para quem deseja proteger seu dinheiro da inflação.
Ou seja: é possível adequar praticamente qualquer objetivo aos títulos existentes no mercado.

Conclusão – Recapitulando…

Vimos neste artigo que todas as aplicações financeiras possuem vantagens e desvantagens que, em alguns casos, praticamente inviabilizam seu investimento.
Muito se falou sobre as possíveis mudanças na tributação das aplicações financeiras, mas ainda não há nada aprovado. E se for aprovado, só valerá para 2017. Então, por enquanto, não precisa se preocupar com isso.
Caso você queira saber mais sobre esse assunto, recomendo este excelente artigo do Leandro Ávila.
Falei também que, em 2016, sua maior preocupação deve ser a inflação e, por essa razão, é essencial estar protegido em relação a ela.
Mesmo o investimento em títulos públicos pode ser uma má escolha se você não souber escolher os títulos mais adequados aos seus objetivos financeiros.
Até gravei um vídeo e publiquei no meu canal do YouTube para explicar o erro #1 ao investir no Tesouro Direto. Se quiser assisti-lo, basta clicar neste link aqui.
Antes de terminar, quero compartilhar duas frases que sempre guiaram minha vida financeira:
  • “O risco advém de você não saber o que está fazendo.” – Warren Buffett
  • “Investir em conhecimento rende sempre os melhores juros” – Benjamin Franklin
Conhecimento é liberdade.
No entanto, apenas possuir conhecimento não é o bastante.
Como diria Confúcio, “a essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuído”.
Por fim, para saber tudo sobre o Tesouro Direto, recomendo que você conheça oTesouro Direto Descomplicadocurso oficial do Quero Ficar Rico sobre este assunto.

O que fazer agora

Aqui estão três coisas simples que queria que você fizesse agora:
  1. Cadastre-se no nosso canal do YouTube (clique aqui) e assista aos vídeos que já publiquei por lá;
  2. Deixe seu comentário sobre o que você achou deste artigo. Sua opinião é sempre muito bem-vinda;
  3. Se tiver gostado deste artigo, compartilhe com seus amigos através dos botões sociais abaixo.
Até a próxima!
Rafael Seabra
Conquistou a independência financeira e quer ajudar você a alcançar o mesmo objetivo.

FONTE: Queroficarrico.com.br

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